domingo, 27 de setembro de 2015

Os Highlanders em nossos romances




Quando falamos da Escócia, o que nos vem à cabeça é a imagem dos Highlanders, tão falados e conhecidos  em nossos romances e para completar essa imagem com as suas roupas tão diferentes das nossas. Vejo um imagem de um homem de “Kilt” e confesso que acho que essa roupa lhes dão certa vulnerabilidade e um certo charme a eles. 
Esta terra com seus clãs, seus guerreiros me fascina. Mas o que é um “Clã”? Esta palavra vem do gaélico e significa que as crianças e os seus membros alegam parentesco a partir de um ancestral comum, cujo nome eles carregam, e existe um certo orgulho em fazer parte de um clã, pois, até mesmo o mais pobre homens do clã se consideravam de nascimento mais nobre do que qualquer outro do sul.
No século 17, o chefe do clã era tanto um cavalheiro e um bárbaro. Ele mantinha o seu território com o consentimento do clã, e cujos membros eram seus arrendatários, e eles deviam lealdade ao chefe. Os clãs eram distinguidos pelos brasões em suas vestes. Os MacDonalds usava um raminho de urze, a Grants abeto, e os Macintoshes usavam azevinho.
Durante séculos, o soberano não tinha autoridade nas Highlands, e, portanto, seguros em suas fortalezas de montanha, os clãs escapavam da retribuição. Esse tipo de independência levou a brigas dos clãs e as consequências foram muitas vezes trágicas. São inúmeras as histórias de ciúmes, as atrocidades, e invasão interminável pelo gado, bens e mulheres!
O sistema de clãs era à base da vida nas montanhas. E não é a toa que aparecem em alguns livrinhos esses massacres, visto que se baseiam na história real. 
Embora o sistema de clãs tenha perdido o poder que teve ao longo dos anos, as pessoas continuaram a usar o tartan de seu clã, geralmente ou um entrelaçado  ou um kilt, para proclamar seu orgulho por sua ascendência e por um mundo desaparecido.
Para nós esse pedaço de terra, como as misteriosas Highlands(Terras Altas) sempre vão suscitar imagens românticas. E seus imponentes castelos com seus acessos difíceis nos impressionam até hoje.
A roupa cotidiana de um Highlander é o tartan (típico tecido xadrez) que embora fosse usado em outras partes da Escócia, foi nas Highlands que o seu desenvolvimento continuou e por isso tornou-se sinônimo como símbolo do parentesco de clã.
O Tartan foi usado para fazer as peças de roupa tais como o philabeg, ou kilt, e, claro, as trews(calças). Já as mulheres do clã usavam um curraichd (pano/touca) de tecido sobre suas cabeças que prendia sob seu queixo. O tonnag era um pequeno quadrado de tartan usado sobre os ombros, e o arasaid era uma peça de vestuário longa colorido por elas ou tartan, que atingia desde a cabeça até os tornozelos, plissado todo um lado e preso ao peito com um broche e na cintura por uma cinto.
Os Tartans iniciais eram simples quadriculados de talvez apenas duas ou três cores. As cores eram extraídas principalmente de usinas produtoras de corantes, raízes, frutos e árvores da região a uma área geográfica específica. Estes quadriculados simples ou tartans eram usados ​​pelas pessoas do local onde elas eram feitas, e, como tal, tornou-se a área ou o tartan do clã.
Bem era impossivel falar da Escócia e não falar um pouco da sua história e bem como citar os Highlanders e não citar os romances que mais gostei nos quais eles são destaques. As escritoras que mais li livros com esse tema foram: a Jennifer Ashley (é um crime não ler seus romances) Karen Marie Moning, Teresa Medeiros, Lin Kurland e Julie Garwood. Então aqui estão alguns que recomendo com minhas impressões sobre eles.



Esse é o romance inicial da Série dos Mackenzie e que acho que abre com chave de ouro. Adoro ele e você verá que já comentei ele aqui. Ela escreveu já 12 livros e se quiser saber mais siga o link aqui: Jennifer Ashley

Karen Marie Moning ( Dei 5 estrelas, apesar do misticismo que não me atrai muito). Esta série conta com oito livros. 

          
*El highlander Oscuro/ O Highlander sombrio - esta é a história de Dageus, o irmão sombrio de Drustan de (O beijo do Highlander), que está tentando se libertar daquilo que o colocou num estranho feitiço, no qual alguns seres (7) obscuros tomaram seu corpo quando salvou a vida do irmão gêmeo quebrando um pacto de séculos. Após isso ele é um ser completamente diferente e assim, atravessa as barreiras do tempo (coisa que conseguiu ao quebrar o pacto como guardiões) e vai para o futuro. Carregando os que tentam dominá-lo e que querem impor seus sentimentos mais obscuros. E assim ele vai vivendo e lutando para manter a raia esses seres, a única coisa que ele se permite é o sexo, ele sobrevive de sexo. Mas agora chegado o tempo de fazer algo e eis quando menos espera, ele encontra Chloe, uma jovem fascinada por antiguidades, coisas que ele possui aos montes e então, os dois se veem envolvidos numa relação de paixão intensa e de sentimentos que crescem cheios de segredos e mistérios.
Assim KMM conseguiu mais uma vez me atrair para este mundo paralelo, onde seres além da nossa compreensão povoam, cheios de highlanders fogosos, indesejados por uns, amado por outros, um mundo fascinante de Highlanders místicos que quando amam, amam eternamente e é lindo as palavras que os os prende para sempre "-Se algo deve se perder, então que seja minha honra pelo tua. Se um deve ser desamparado, então seja minha alma para a tua. Se a morte chegar logo, então seja minha vida pela a tua", e para completar o encantamento que o enfeitiçaria por toda vida-. "Sou seu."

Teresa Medeiros - Como conquistar ao diabo
Cómo conquistar al diablo começa como sempre ocorre neste tipo de história: O mocinho rapta a mocinha que é sua inimiga.  Emmaline vai se casar com alguém que não deseja, um chefe poderoso, porque precisa salvar o pai da prisão. Mas é raptada por Sinclair um homem bonito, atrevido, sexy e faz isso porque quer se vingar do seu noivo, mas acaba se apaixonando por ela. Ela é atrevida, de mente mente aberta e corajosa. Uma leitura gostosa, leve, divertida que te prende do começo ao fim. 
Lin Kurland - Isto é tudo que eu peço


Um romance simples, adorável como um conto de fadas. Cheio de risos, bons diálogos, personagens idem. Mocinho cego e mocinha com baixa estima. Um história de como o amor pode dar coragem e a felicidade diante de situações consideradas impossíveis.
Julie Garwood - Esplendor da Honra





A história de um guerreiro durão (Duncan) que se vê cativado pela jovem a qual rapta para vingar o que o irmão desta fizera ao irmã dele. Mas ele nunca esperou ficar preso a esta mulher ingenua, sábia e estabanada. E que aos poucos se infiltra em seu mundo tranquilo e conquista a todos que lhe são fiel.
Julie Garwood escreveu maravilhosamente bem este romance conseguindo me deixar contente por tê-lo lido tanto pelos diálogos perfeito deles, pela ingenuidade da personagem bem como o amor e beleza das cenas românticas descritas que me conquistaram. 
Só um porém: eu teria gostado mais ainda que o pai dela soubesse que ela era filha dele. 

Gretna Green

Como falar de Escócia, e não falar de Gretna Green em Dumfries and Galloway? que é possivelmente o lugar mais romântico na Escócia, se não do Reino Unido. Esta pequena aldeia escocesa tornou-se sinônimo de romance e dos amantes fugitivos. E tudo começou quando em 1754, uma nova lei, Lei do Casamento do Senhor Hardwicke, entrou em vigor na Inglaterra. Esta lei exigia os jovens com mais de 21 anos de idade, que desejavam se casar sem o consentimento de seus pais ou consentimento do guardião. O casamento era indispensável por ser uma cerimônia pública na paróquia do casal, com um oficial da Igreja presidindo-a. A nova lei foi rigorosamente aplicada e tendo uma sentença de 14 anos para qualquer clérigo que quebrasse  isto.
Os escoceses, contudo, não se incomodaram com a lei e continuaram com seus costumes matrimoniais centenários. A lei na Escócia permitia a qualquer pessoa com idade superior a 15 de contrair matrimônio, desde que não estivessem intimamente relacionados uns aos outros e não estavessem em um relacionamento com outra pessoa.
Este contrato de casamento poderia ser feito sempre desde que o casal se amasse, em privado ou em público, na presença de outras pessoas ou de ninguem.
A cerimônia de "casamento irregular" seria curta e simples, algo como:
“Você está em idade de casar”? Sim
Você está livre para se casar? Sim
Vocês agora está casado.
Um casamento na tradição escocesa poderia ocorrer em qualquer lugar em solo escocês. Estando tão perto da fronteira inglesa, Gretna era popular entre os casais ingleses que desejam se casar, mas quando na década de 1770 uma estrada de pedágio foi construída atravessando a aldeia a tornou ainda mais acessível a partir do sul da fronteira, logo se tornou conhecido como o destino para os fugitivos casais. O romance proibido e casamentos fugitivos foram popularizados na ficção, por exemplo, no romance "Orgulho e preconceito" por Jane Austen.
Casais ingleses  geralmente preferiam manter algumas tradições de casamento inglês e por isso procuravam por alguém em posição de autoridade para supervisionar a cerimônia. O artesão ou o artesão mais antigo e respeitado no campo era o ferreiro da aldeia, e assim Forge do Ferreiro em Gretna Green tornou-se um lugar favorito para casamentos.
A tradição do ferreiro selando a união por golpear sua bigorna fez os ferreiros Gretna tornarem-se conhecidos como "sacerdotes bigorna”. Na verdade, o ferreiro e sua bigorna agora são símbolos de casamentos em Gretna Green. A famosa loja de Ferreiros de Gretna Green, a Old Smithy onde os amantes têm vindo a casar desde 1754, ainda existe na aldeia e ainda é um local de casamento.
Existem hoje vários outros locais de casamento em Gretna Green e cerimônias de casamento ainda são realizados ao longo da bigorna de um ferreiro. Gretna Green continua sendo um dos lugares populares para casamentos e milhares de casais de todo o mundo reúnem-se nesta aldeia escocesa para se casarem a cada ano.



http://www.historic-uk.com/HistoryUK/HistoryofScotland/?location%5B%5D=&classifications%5B%5D=116470

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