sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

As curiosidades sobre as festas natalinas em nossos romances

As curiosidades das festas natalinas, sua origem e os costumes dessa festa que aparecem em nossos romances.
Vou resumir o que encontrei por aí sobre algumas curiosidades, a origem e os costumes do natal relatados em alguns romances que lemos.

O que mais encontramos nos livros e que até hoje muitos seguem é o uso da vegetação como arte e também como  parte da decoração da casa. Este hábito veio do natal tradicional da Idade Média. Algumas árvores de folha perene são usadas, tais como: o romeiro, loureiro, azevinho, hera, visco. O fogo e a luz foram necessários nos escuros dias do inverno e por isso foram incorporados nessa tradição. Essas tradições simbolizam a fertilidade e/ou a vida eterna, e como a maioria das festas que conhecemos hoje, tem sua origem nas celebrações pagãs do solstício de inverno.

O natal não era tão celebrado nas cidades como no campo. Isso ocorreu quando Charles Dickens publicou A Christmas Carol em 1843, e foi então, que se começou a celebrá-la em Londres. As festas de Natal começavam na noite de 24 de dezembro e terminavam em 6 de janeiro. Durante este tempo se enfeitavam as casas, então, no dia 6 tinham que se retirar de imediato os adornos e queimar a vegetação pois se não fizessem, segundo a superstição da época, a casa corria perigo de ter má sorte.

A invenção do beijo sob mistletoe conhecido como Kissing bunch, em inglês, era um feixe de folhas ou ramos verde, tipicamente com bagas, pendurado no alto de alguma parede na época de Natal, debaixo do qual as pessoas podiam se beijar ou roubarem beijos como queiram. Pendurava-se um ramo no teto e debaixo deste alguns sabidos e desejos roubavam alguns beijos. A cada beijo tinha que se arrancar uma baga, e uma vez que estas se acabavam o roubo de beijos havia concluído. O mistletoe  é uma planta semi parasita, que se aproveita e se alimenta de outra, um significado mais que perfeito, visto que alguns cavalheiros se aproveitavam dessa tradição para roubar um beijo.


Já as canções natalinas aparentemente é uma tradição da época vitoriana, pois não há certa constância de que estas eram cantadas em épocas anteriores, e há quem aponte que elas procedem de Gales.

O pudim de Natal, olha que coisa interessante  e que achei lindo, é uma mescla de treze ingredientes que representam a Cristo e os doze apóstolos: manteiga, açúcar mascavo, passas, limão, casca de limão, casca de laranja, especiarias, miolo de pão, farinha, ovos, leite e brandy (o nosso conhecido conhaque). Ele é feito no último domingo antes do Advento. Todos os membros da família remexem esta mistura ao menos uma vez, com uma colher de madeira especial. A colher representa a berço do Menino Jesus e o estábulo. As voltas deve se dar no sentido horário e com os olhos fechados. Durante sua vez com a colher, pede-se em segredo um desejo.  

Os presentes, teoricamente, os adultos não costumavam trocar regalos no dia de Natal, o mais comum era que só as crianças recebessem um brinquedo. A aristocracia costumava nesta data fazer obras de caridade, um costume que eu acho muito bonito.

O dia de Santo Estevão era um dia tradicional dedicado à caça da raposa. É comemorado no dia seguinte ao Natal - 26 de dezembro.

Beijo sob o visco, que já comentamos teve sua origem e tradição na Idade Média, mas isto também tem muito a ver com a magia druida. No entanto, a costume de beijar debaixo do visco data de 1794, e durante a Regência era uma prática vulgar realizada, unicamente - ao menos em teoria -, pelas pessoas do campo ou os servos.

Árvore de Natal, segundo os historiadores o costume de adornar árvores para dar a boas vindas a época natalina tem sua origem no paganismo centro europeu. A tradição da árvore de natal arraigou em Alemanha e nos países escandinavos no século XVII, e foi em 1841 quando o príncipe Albert, marido da rainha Victoria I, que a introduziu na Grã Bretanha.

Pouco depois de contrair matrimonio, a rainha Vitória, por amor e com o propósito de fazer que seu marido se sentisse em casa, adotou as costumes do príncipe Albert. Para isso, mandaram cortar uma grande árvore e instalá-la em um dos grandes salões da mansão, depois o adornaram com doces, figurinhas de cera, ramalhetes de amêndoa e passas, bombons, nozes douradas, velhinhas vermelhas, pão, madeira, painéis e brinquedos.


Todos os aristocratas de Londres tentaram ferventemente reproduzir em suas casas o que viam no palácio de Windsor. Além do mais, as pinturas da rainha e sua família frente a uma árvore decorada se tornaram muito populares entre a classe média da época, logrando assim que a árvore de natal ficasse em moda nas natais da sociedade vitoriana.

Cartões natalinos, atualmente é muito comum enviar cartões de natais repletos de parabéns a nossos entes queridos e conhecidos. Mas nem sempre foi assim antes de 1843, onde o normal era simplesmente escrever uma carta. No natal do ano de 1843, o britânico Sir Henry Cole, um amante da arte que posteriormente trabalharia como diretor do Museu de Vitoria e Alberto decidiu que seria melhor, em lugar de escrever uma carta individual para cada um de seus amigos, imprimir um cartão com uma mesma mensagem. Pediu ao pintor John Callcott Horsley que fizesse uma miniatura que mostrasse uma família  celebrando e imprimiu um par de dezenas.
Cartão de John Callcott Horsley


A ideia agradou a muitos e se tornou popular em todo o mundo. Assim surgiu o que conhecemos como cartão postal ou cartão de natal.



Fonte: http://en.wikipedia.org/
http://www.rnovelaromantica.com/
https://traditionalcustomsandceremonies.wordpress.com

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O segredo de Meu Marido - Liane Moriarty

O Segredo de Meu MaridoO Segredo de Meu Marido by Liane Moriarty
My rating: 2 of 5 stars

Quando eu peguei este livro queria saber qual era o segredo do Marido de Cecília que poderia alterar a vida dela, de Tess e Rachel.
Pra falar a verdade nenhum dos personagens me cativou. É um livro bem escrito, mas li para saber até onde ia esse fadado segredo. E não me surpreendeu, o livro mostra que cada ação gera uma consequência. A omissão, a traição/ou a quase traição arrastaram esses personagens trazendo consequências inimagináveis. Cecília tinha vida perfeita até descobrir a verdade sobre o marido, Tess descobre que sua prima-irmã se apaixonou pelo marido dela e sem lutar vai embora num ato impulsivo e em 2 dias está traindo o marido com um antigo namorado, este de personalidade duvidosa estava envolvido indiretamente com a morte da filha de Rachel(uma mulher profundamente amarga que se afastou de todos), passou anos querendo encontrar o assassino da filha e no final, ela estava errada e em consequência, por omissão da mãe de John-Paul( o marido de Cecília) e da própria Cecília a tragédia caiu sobre a inocente filha deles, Polly. E descubro no final que não houve assassinato e sim uma série de consequências errôneas que criaram um circulo vicioso. Onde não houve vencidos e nem vencedores.


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Para mim eram personagens vazios, não consegui visualizá-los na memória.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Pseudônimos de alguns escritores


O uso do pseudônimo é quase tão velho como o tempo. Muitos autores desde a antiguidade o tem utilizado para ocultar sua identidade por diversos motivos, como fez um dos pensadores mais influentes de França: Voltaire, no séc. XVIII (seu nome real era François Marie Arouet) isso porque era vulgar que alguém respeitável de dedicasse a escrever romances.
Outro motivo pelo qual se utilizou o pseudônimo em épocas passadas, seria com intuito de esconder à autoria do autor a seriedade; sobre tudo si o autor resultava ser uma dama. George Eliot, George Sand, Isaac Dinesen e incluso J.K Rowlings são algumas das autoras que se escondem sob nomes masculinos ou neutros. 
Na atualidade, não obstante, há autores que são discriminados dentro do mundo da escritura, sobre tudo si  o gênero é romântico; e por esse motivo usam nomes femininos para evitar preconceitos . Emma Blair (Lain/Ian Blair), Jessica Stirling (Hugh Rae) Gill Sanderson (Roger Sanderson)são alguns desses autores masculinos. 


Existem outras causas segundo o escritor Manuel Vázquez Montalbán, pelo qual se devem utilizar pseudônimos:
As razoes que levam aos autores a utilizar os pseudônimos são:
1. Algumas são por Estratégias comerciais, nos EUA o uso de alguns que comecem com: H, I, J, K, são os mais vendidos porque ocupam os estantes do meio, segundo são os que primeiro que o comprador percebe ao entrar na livraria.  .
2. Uma segunda, é que alguns ocultam o nome real por motivos de Pudor. Um autor pode contar coisas que comprometeriam a própria intimidade e  para evitar preconceitos do leitor para com o autor, como é o caso do Gênero real do autor e os preconceitos que isto pode levantar.
3. Por outro lado também encontramos o aspecto Lúdico.  Alguns autores o uso de pseudônimo é o ato de cometer uma travessura, uma máscara donde só existe o que querem mostrar. 
4. Os autores, sobretudo se são pessoas ativas laboralmente (aqueles que em sua vida diária tem um trabalho que não está relacionado com a escrita), costuma utilizar pseudônimos para evitar Represálias em seu trabalho. 
5. Por conta da Edição, alguns autores utilizam vários pseudônimos que lhes permitam publicar seus livros em um mesmo ano ou em uma editora distinta. O exitoso autor de thrillers Jack Higgins assinou como James Graham, Martin Fallon, Hugh Marlow e Harry Patterson, sendo só este último seu nome real. Produzindo um livro a cada três meses e por não poder publicá-los sob um mesmo nome sem sobressaturar o mercado, e escondido sob falsas identidades, ele podia ser cinco autores publicando um livro novo por ano. O mesmo ocorreu a outros autores prolíficos como Stephen King.  
6. Também para escrever sobre diversos Temas.
7. E por último, o uso de pseudônimo também pode ser utilizado para infringir a lei e cometer Plágio, sendo quase impossível encontrar o culpado de tal ato. 
Autoras de romances e alguns de seus pseudônimos: 
Ann Carberry – usa nomes como Maureen Child e Kathleen Kane.

Bettie Marie Wilhite, usa nomes como: Elizabeth August, Elizabeth Douglas e Betsy Page.


Candace Camp, – usa Lisa Gregory, Kristin James, Kendis Kemp e Sharon Stephens.
Connie Feddersen assina Connie Drake, Debra Falcon, Carol Finch e Gina Robins.
Dorothy Garlock escreve como Dorothy Glenn, Dorothy Phillips e Johanna Phillips.
Eleanor Alice (Burford) Hibbert, (1906-1993) escreve como: Eleanor Burford, Philippa Carr, Elbur Ford, Eleanor Burford Hibbert, Victoria Holt, Kathleen Kellow, Jean Plaidy e Ellalice Tate.
Hannah Howell assina alguns como Sandra Dustin, Sarah Dustin e Anna Jennett.

Jane Feather assina como Claudia Bishop e Dzhein Feizer.
Jayne Ann Krentz, (1948-) usa os seguintes Jayne Bentley, Jayne Castle, Amanda Class, Amanda Glass, Stephanie James, Amanda Quick e Jayne Taylor.
June E. Melissa Ash Casey, utiliza pseudônimos como Casey Douglas, Constance Ravenlock e June Trevor.
Justine Cane – também conhecida como Claire Kiehl e Susan Elizabeth Phillips.
Linda Howard é também conhecida como Linda Howlington.
Lynda Ward  assina como Julia Jeffries.
Ruth (Burtnick) Glick, (1942-) escreve como Samantha Chase, Alexis Hill, Alyssa Howard, Alexis Hill Jordan, Amanda Lee, Tess Marlowe e Rebecca York.
Sandra Brown (1948- ) usa os seguintes nomes: Erin Brown, Sandy Brown, Laura Jordan, Rachel Ryan, Erin St. Clair e Sandra St. Claire.

Sandra Canfield escreve sob estes nomes: Karen Keast e Sandi Shane.


Sheila Holland,  (1937-) escreveu sob esses nomes: Sheila Coates, Laura Hardy, Charlotte Lamb e Sheila Lancaster.
Sherryl Woods, - assina Alexandra Kirk e Suzanne Sherrill.

Sylvia Baumgarten assina Sylvia Halliday e Louisa Rawlings.


Fontes: http://www.trussel.com/books/aka.html
http://www.escriberomantica.com/2012/08/seudonimos-escritores.html










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Someone to Hold  (Alguém para Abraçar*) -  Mary Balogh My rating: 4 /5  Agora nos deparamos com história de Camille, a mais v...