segunda-feira, 30 de junho de 2014

Jennifer Ashley e seus livros



   O primeiro livro que li esta autora, (há algum tempo) fui pega de surpresa, pois quando li “The Madness de Lord Ian Mackenzie”. Primeiro porque ele sofria de síndrome de Asperger, uma espécie de autismo e de imediato quis saber como ela conseguiria desenvolver uma história assim e não me arrependi. Apaixonei-me pelo personagem e pela autora e de lá para cá, sempre busco seus livros. Confesso que não li, outros livros dela, com pseudônimo diferente, gosto de suspense, mas não muito de mutantes (paranormal). Quiçá algum dia leia. É por isso que resolvi, que nós brasileiras, apaixonadas por romances, merecemos conhecer essas autora(s) que nos beneficiam com seus livros. E aqui estou novamente, divulgando uma de minhas autoras preferidas. É uma escritora polivalente, pois escreve suspense, sobrenatural e romance histórico. Observação: como esta entrevista é um pouco antiga, aconselho a espiarem algumas obras em seu site abaixo.

Entrevista de Jennifer Ashley ao extinto site AUTORAS EN LA SOMBRA*

Seus pseudônimos: Ashley Gardner, Laurien Gardner e Allyson James.
Ashley Gardner já viveu por todo o mundo, inclusive Europa e Japão, e agora reside em Arizona. Licenciou-se em literatura inglesa, o que lhe provocou um grande interesse na historia, as artes, a cultura do período romântico da regência inglesa. Quando não anda pesquisando ou escrevendo, desfruta viajando, cozinhando, tocando a guitarra, construindo habitações em miniatura, fazendo caminhada, lendo novelas históricas de mistério, bebendo chá com gourmets..

AUTORAS EN LA SOMBRA - Querida Jennifer, antes de nada queremos agradecer-te que compartas um pouco de teu tempo com todas nós. É uma honra que respondas a nossas perguntas, por suposto, queremos dar-te parabéns pelo êxito de teus livros publicados em Espanha.

AUTORAS EN LA SOMBRA. - Quando decidiste converter-te em escritora; por que elegeste escrever novela romântica? Que é o que mais gosta ao escrever romântica?

J. A - Decidi me converter em escritora quando tinha oito anos. Encantava-me ler, queria escrever histórias, ver meus livros nas estantes da biblioteca. Muitos, muitos anos depois meu sonho se há feito realidade. Nunca quis ser escritora romântica.  Queria escrever fantasia, como Barbary Hambly, David Eddings. Mas comecei a introduzir o romance em minhas histórias fantásticas nessa época os editores não compravam fantasia com grandes doses de romance (isto há mudado).
Assim que decidi ler una novela romântica para ver o que me parecia. Li Pecado virtude, de Mary Jo Putney; A noiva roubada, de Jo Beverley, me prendeu. Escrevi minha primeira (espantosa) novela romântica de regência segui escrevendo até que me publicaram. O que me encanta de escrever novela romântica é ver que a casal se une começa a fazer algo ou um pelo outro. Juntos são mais fortes.
AUTORAS EN LA SOMBRA. Como costuma ser um dia normal para ti quando estás trabalhando em uma novela?
J. A. - Todas as manhãs eu vou a uma padaria para o desjejum, ligo o notebook escrevo durante uma ou duas horas. O resto do dia alterno as sessões de escritura (mais o menos uma hora cada vez) com atender meus assuntos (publicar em Internet, responder e-mails, falar com o editor, o agente, etc). Em total escrevo entre dois seis horas por dia. Também tomo meu tempo para ir a passear, estar com minha família.
AUTORAS EN LA SOMBRA - Quanto tempo tardas em escrever uma historia? Costumas trabalhar em vários livros de uma vez?
J. A. - Levo de seis semanas a três meses para escrever uma novela longa. Três semanas os relatos. Não gosto trabalhar em mais de um livro por vez; gosto concentrar-me em um só. Mas às vezes tenho que fazer revisões de outro livro, esboçar um projeto ou encarar a uma tormenta de ideias para uma terceira história ao mesmo tempo.

AUTORAS EN LA SOMBRA. Lês novela romântica?
Quais são teus autores preferidos, de que modo te influíram? Se visitássemos tua biblioteca, que livros encontraríamos?

J. A. - Sim, leio novela romântica, Mas, sobretudo sou leitora de mistério, fantasia. As novelas de mistério de Donna Leon; Lindsey Davis estão entre minhas favoritas. De fantasia, gosto Terry Prachett, Patricia Briggs. De romântica adoro a Mary Jo Putney. Seus personagens são muitos reais. Também gosto de Eloisa James porque em suas novelas, seus personagens são muitos divertidos. Também Elizabeth Hoyt e Sarah MacLean[1].
AUTORAS EN LA SOMBRA. Que tipo de investigação realizas para teus livros?

J. A. Investigo constantemente! Costumo ler acerca da época (regência, vitoriana), o lugar (Inglaterra, sobretudo; algo sobre França, Espanha para minhas novelas de mistério da regência), logo realizo uma investigação específica sobre os detalhes: jogos de cartas, vestimenta, sanatórios, corridas de cavalos, pintura (incluso aprendi a pintar ao óleo para averiguar como os artistas elegem as cores, a composição). Além de que, sempre que posso viajo aos lugares para poder captar a ambientação.
AUTORAS EN LA SOMBRA. Que é o mais difícil na hora de escrever uma história?

J. A. - O mais difícil é… tudo! Inventar histórias é divertido, Mas plasmá-las em papel de maneira coerente é um trabalho muito, muito complicado, que nunca se torna fácil.
AUTORAS EN LA SOMBRA - Existe alguma coisa em particular, como por exemplo a música, etc, que te ajude a escrever?
J. A. Gosto escrever com música lenta. Encanta-me os guitarristas. Escuto bastante a um guitarrista francês chamado Marc Antoine, também a Jeff, a Peter White.
AUTORAS EN LA SOMBRA. Vários tipos de personagens se formam de modo consciente sem mais, nem menos, enquanto os escreves? Alguma vez te hás encontrado ao terminar um livro com algum de teus personagens diferente a como o havias imaginado em um primeiro momento? Delineas tuas histórias de princípio a fim ou as escreves e corriges depois?
J. A. - Antes de começar a escrever tento idealizar ao personagem; «observo» aos meus personagens durante muito tempo. Às vezes escrevo suas autobiografias, as histórias são contadas em primeira pessoa até o capítulo um.

Também gosto escrever o que eu denomino «expedientes», que são os pontos débeis, os pontos fortes dos personagens, sua cronologia; as coisas importantes que tem sucedido em suas vidas (Os irmãos Mackenzie têm unos expedientes enormes!).
Mas uma vez começo a escrever, os personagens se desenvolvem por si sós. Uma vez que começam a falar, a mover-se, a pensar e a atuar se desenvolvem de forma que não havia previsto.
Não posso esboçar minhas histórias. Não posso. Já tentei. Começo com os personagens uma situação, logo vejo que se passa. Se soubesse o que vai se passar não desejaria escrever o livro. Gosto que me surpreendam!
AUTORAS EN LA SOMBRA. Sob o nome de Ashley Gardner escreves uma série de mistério ambientado na regência, cujo protagonista masculino é o capitão Gabriel Lacey. Como Laurien Gardner escreves sobre a vida de mulheres que tem tido uma grande relevância na história. Mas em que se diferencias Jennifer Ashley e Allyson James, já que com ambos pseudônimos aborda subgêneros muitos similares dentro da romântica?
J. A. - Jennifer Ashley e Allyson James têm um estilo parecido, sim. Comecei a escrever como Allyson James quando quis escrever novela romântica erótica. Não estava segura de que pudesse fazer isto bem, assim que fingi ser outra pessoa. Logo comecei a escrever para dois editoriais distintos, então era melhor ter dois nomes de escritora. Agora também escrevo fantasia urbana (a série Stormwalker) como Allyson James.
AUTORAS EN LA SOMBRA. Hás escrito distintos gêneros, em qual te sentes mais cômoda?
J. A. - Encanta-me o mistério. A série de mistério ambientada na regência é minha favorita de escrever, igual à série Stormwalkers. As novelas românticas são muitos difíceis de escrever!
AUTORAS EN LA SOMBRA. A loucura de lord Ian Mackenzie há recebido muitas boas críticas na Espanha sabemos que este livro te há reportado muitas alegrias em forma de prêmios. O que crês que tem o personagem de Ian que lhe faz tão atrativo para os leitores?
J. A. - Creio que a gente adora a Ian porque é muitos vulnerável. A nível físico, é forte, sexy e rico, mas nada disto fazer que sua vida seja mais fácil, ou perfeita. Sofre muito por sua síndrome de Asperger, que as pessoas da época não compreendiam, e isto faz que nos dá ganas de abraçá-lo!![2]

AUTORAS EN LA SOMBRA. De todos teus livros, que cena é a que te há custado mais escrever?  Que livro?
J. A. - Tenho escrito já tantos que me resulta difícil escolher. Escrever os diálogos de Ian Mackenzie foi muito árduo. Ele não respondia como esperava; não respondia as perguntas de forma direta, soltava algo que nada tinha que ver com a conversa. Tive que repassar seus diálogos uma outra vez para tratar de assegurar-me de que soasse como Ian, não só como um herói de novela romântica!

AUTORAS EN LA SOMBRA. Esta é difícil, sabemos, pois estamos seguras de que queres a todos teus personagens como se fossem teus filhos, mas... Dentre todos teus livros, que personagens masculinos e femininos te parecem mais interessantes, complexos e irresistíveis, por quê?
J. A. - Encanta-me Janet Begay da série Stormwalkers. É uma mulher Navajo que possui dois tipos de magia e não compreende nenhuma das duas. É poderosa, mas também está confusa e tem que lutar para sobreviver. Além de que tem um dragão muitos sexy como namorado. Quanto aos heróis, estou enamorada de Hart Mackenzie[3]. É o mais velho dos irmãos Mackenzie há tido que tomar decisões difíceis para assegurar-se de que seus irmãos, sobretudo Ian, esteja a salvo. Estive enamorada de Hart desde o dia em que entrou em minha cabeça, antes que escrevesse o livro de Ian.
AUTORAS EN LA SOMBRA. Que podemos esperar dos seguintes livros da série Mackenzie?
J. A. - Em “O escandaloso matrimônio de Lady Isabella”[4], conhecereis a Mac, que é um homem terno que não aprende a controlar sua aloucada forma de ser até que conhece a Isabella. Mac e Isabella têm que lutar para conseguir que seu matrimônio funcione.
Em The Many Sins of Lord Cameron (Os muitos pecados de Lord Cameron)[5], conhecereis a Cameron, que ama aos cavalos e as mulheres. Teve um mau matrimônio que acabou de forma trágica, há tido que criar a seu filho sozinho. Quando Ainsley aparece em sua vida, não está seguro de se é algo bom ou mal.

Em The Duke’s Perfect Wife (A perfeita esposa do duque)[6], descobrirás tudo sobre Hart, o que há tido que fazer para proteger a Ian. Também conhecereis a mulher que lhe recusou que agora torna a sua vida.
O seguinte será The Seduction of Elliot McBride (A sedução de Eliot Mcbride). Elliot é o irmão de Ainsley, da história de Cameron; este homem foi capturado na Índia agora voltou à Escócia, tratando de aprender a ser um laird. Padece um desordem de estresse pós-traumático deseja esconder-se do mundo, mas o amor de su infância, Juliana, tentará fazê-lo sair.
Logo tenho The Wicked Deeds of Daniel Mackenzie (Os pecados de Daniel Mackenzie); Daniel[7] já adulto estará pronto para encontrar o amor.

AUTORAS EN LA SOMBRA. - Como Jennifer Ashley tens outra série de romance paranormal, Shifters Unbound. Poderias contar-nos algo sobre esta série?

A série Shifters Unbound começa com Pride Mates, que nos apresenta aos mutantes que vivem Austin e Texas, em um lugar chamado Shiftertown. Os mutantes foram criados pelos fae há milhares de anos para que fossem seus lutadores  caçadores, mas os mutantes se rebelaram e  se separaram dos fae. Quando os mutantes saem à luz vinte anos antes, os humanos têm medo  deles. Colocam neles uns colares de eletrochoque para controlá-los os colocam a todos eles em Shiftertown. Agora os mutantes tentam abrir caminho no mundo para conseguir sua liberdade.
Os livros de mutantes são sexys, mas também têm ação, aventuras, já que os mutantes lutam por sobreviver encontrar a seus companheiras de alma. Os mutantes são fortes, sexys, selvagens e divertidos. Os livros que compõem a série são: Pride Mates, Primal Bonds, Bodyguard, Wild Cat, Mate Claimed (que será o próximo a sair).
AUTORAS EN LA SOMBRA. Em que história estás trabalhando agora?
J. A. -  Estou trabalhando em:
1. Nightwalker (quarto livro da série Stormwalker)
2. A Disappearance in Drury Lane (oitavo livro da série dos mistérios do Captain Lacey)
3. Mate Claimed (quarto livro da série Shifters)
4. The Seduction of Elliot McBridge (quinto livro da série Os Mackenzie)
 algumas outras coisas. 

AUTORAS EN LA SOMBRA. - Que conselho darias a alguém que deseja escrever?

J. A. - Não te rendas! Escreve, escreve, escreve. Nada te ensina melhor a escrever que sentar-te para escrever. Neste negócio, a perseverança é muito importante!

AUTORAS EN LA SOMBRA. - Existe algo que queiras acrescentar? Gostaria de dizer-lhes algo a teus fans espanhóis de Autoras em La Sombra?
J. A. - Estou encantada de que meus livros se esteja traduzindo em castelhano espero que os desfruteis muito!
AUTORAS EN LA SOMBRA - Muito obrigado por compartilhar conosco teu precioso tempo, tornar possível esta entrevista. Há sido um verdadeiro prazer falar contigo. Desejamos-te êxito em teu carreira, tudo o melhor em esta vida. Estamos desejando que se publiquem em nosso idioma teus próximos livros. Muitíssimo obrigado!
Muito obrigada a vocês!!
* AUTORAS EN LA SOMBRA foi um dos melhores sites em espanhol que tive o prazer de conhecer, pena que as garotas tiveram que fechá-lo por falta de tempo.
+ informações - http://www.jennifersromances.com/

[1] Acho que Sarah Maclean tenha um pouco estilo parecido.

[2] No qual concordo plenamente, tive vontade de levar o Ian para minha casa!

[3] Meu segundo preferido dá série. Recomendo!

[4] Ainda não li, está à espera do seu tempo.

[5] Também recomendo, o cara é um sofredor, e que mulher maquiavélica a dele!

[6] A história do Hart


[7] Filho de Cameron, este tive que comprar em ebook, não encontrei em lugar nenhum dentro de minhas possibilidades para ler.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Mary Balogh - sua vida e seus primeiros livros

Porque conhecer e ler sobre Mary Balogh

Não é segredo para ninguém que gosto de histórico, uma predileção recente até mais ou menos uns 4 anos atrás, lia alguns aqui e acolá. De uns tempo para cá, raramente leio contemporâneo. Bem, voltando a Mary,( uma das minhas escritoras prediletas, que leio bastante e compro seus livros quando posso). Ela me conquistou principalmente com Silent Melody (Melodia  silenciosa) que amo, e a dupla leitura More than A Mistress/ No Man's Mistress, e etc e tal... Há muito que lê de Mary, muito a descobrir no universo regencial.
Por isto fui até seu blog para descobrir um pouco dela e aqui está, um pouco de sua vida e o começo de tudo desta autora maravilhosa.
Uma das perguntas que Mary Balogh mais ouve é "Como é que o seu nome pronunciado? É a pergunta que fazem com mais frequência, além de "De onde você tira suas ideias?"  e ela responde que Balogh é um nome húngaro. O A tem um som curto, o h é ignorado. Seu marido diz que as pessoas rimam o nome deles com Corn Flakes da Kellogg. Embora ela não se importe muito como é pronunciado!
Ela cresceu no pós-guerra, no País de Gales como Mary Jenkins. A infância, em muitos aspectos, foi idílica apesar que Swansea, a cidade natal, foi fortemente bombardeada durante a guerra e o racionamento ainda continuava, além de que os bens materiais eram poucos. Se alguém sabia como esticar um centavo para fazer o trabalho de dois, era sua mãe. Ela tem uma irmã, Moira, dois anos mais velha, que foi sua companheira constante e sua alma gêmea. Elas tiveram dificuldade de convencer as pessoas que não as conheciam, então, que eram quase inseparáveis ​​e que nunca brigavam. As poucas bonecas se tornaram a família delas. Elas tinham nomes, personalidades, histórias. Costumavam  ficar acordadas na cama à noite - até que a mãe falasse, prometendo consequências terríveis se não parassem de falar - inventando histórias sobre as travessuras das bonecas. Em dias de verão a mãe construía uma tenda de cobertores, cordas e prendedores de roupa ligados ao varal e a cerca do jardim, e gostavam de brincar "casa" durante todo o dia. Moira e ela utilizavam os cadernos para encher com histórias. Liam vorazmente - especialmente todos os livros de Enid Blyton que podia chegar até elas quando eram mais jovens, e os clássicos quando ficaram um pouco mais velhas. As duas costumavam dizer que queriam ser autoras, quando crescessem. Ambos cumprimos o nosso sonho, financiadas com carreiras como  professores de Inglês do ensino médio.
A mãe, Mildred Jenkins, era dona de casa e deu-lhes uma vida segura maravilhosa. Ela se destacava em vários ofícios, recentemente em fazer renda requintada. o pai, Arthur Jenkins, era um pintor e escritor, mostrando no tempo em que isto ainda era uma arte manual qualificada. Ele era paciente, gentil e bastante querido. Suas brincadeiras favoritas nas noites era pentear o cabelo dele, abotoar e desabotoar o colete, e cobrindo-o com xales quando ele devia estar esgotado após um dia de trabalho.
Mary, recebeu uma boa educação graças aos pais que enfatizaram a importância da escola e da carreira numa época em que muitas pessoas ainda estavam dizendo que a educação era desperdiçada com garotas.  Ela se sente afortunada por ter sido jovem numa época em que havia emprego em quase todo o campo que ela poderia ter escolhido. Ela queria ensinar e viajar, e veio para a Kipling, Saskatchewan, no Canadá, através de um contrato de ensino de dois anos. Mas, ao final do primeiro ano teve um encontro às cegas com um homem chamado Robert Balogh e encontrou um Adônis alto, bem-vestido, de olhos azuis na cozinha da senhoria, numa noite fatídica. Eles se casaram pouco mais de um ano depois. Robert  tinha uma fazenda, mas agora arrenda suas terras para seu irmão e o sobrinho. Ele é um motorista de ambulância aposentado e médico legista e agora passa seu tempo cortando gramados no verão e limpando neve no inverno, exceto no mês de dezembro, quando ele se transforma em Papai Noel.
Fazendo sonhos se tornarem realidade: para ela , querer ser um autor é um sonho; quer ser um professor é um objetivo prático. Um objetivo que ela podia e seguiu na direção certa. Então, é claro, o casamento e a maternidade intervieram tomando cada vez mais tempo dela. Sian tinha seis anos quando sentiu que tinha tempo suficiente para assumir um passatempo a noite - escrever! Ela era viciada em novelas de Georgette Heyer, que tinha descoberto apenas alguns anos antes, enquanto trilhava a XI Graduação e lia uma lista durante a licença de maternidade. Ficou encantada ao ser  transportada para um mundo que tinha experimentado antes somente através de Jane Austen. Ela sabia que, se alguma vez escrevesse, era sobre o mundo romântico Regencial da Inglaterra que queria recriar.
E assim A Masked Deception (uma Disfarçada Decepção) foi escrita à mão na mesa da cozinha, enquanto estava em casa e a família trabalhava em torno dela depois que os pratos do jantar eram feitos. Finalmente, no final de 1983, três meses depois de ter começado, o manuscrito estava pronto para ser submetido. Mas para onde? E como? Ela nada sabia sobre o mundo da publicação e nada sobre quaisquer organizações de escritores. Escolheu a editora que na sua opinião trabalhava bem com Regências, encontrou um endereço canadense no interior da capa de um dos livros Signet, e enviou o manuscrito para lá com uma breve carta de apresentação. Só que o endereço de Mississauga era um mero centro de distribuição. Incrivelmente, alguém lá leu o manuscrito, gostou, e escreveu para me dizer isso, e mandou-a para Nova York. Duas semanas mais tarde, eu recebi um telefonema de Hilary Ross, me oferecendo um contrato de dois livros. E assim, o sonho se tornou realidade. A Masked Deception foi publicado em 1985 e ela ganhou o Romantic Times Award como o melhor escritor novato em Regência naquele ano. Desde então, tem havido inúmeras Regências, livros históricos, e novelas, e mais prêmios também.
Meus primeiros cinco livros foram escritos manuais e digitado em uma máquina de escrever antiga. The First Snowdrop ( A Primeira Campânula[1]  branca) foi o primeiro livro a ser escrito em um computador - um dinossauro tudo-em-um de uma máquina que a mantinha em alegria porque poderia realmente voltar e corrigir erros de digitação. E poderia fazer grandes mudanças sem ter que reescrever tudo. O melhor de tudo - e ela ainda não se recuperara completamente de a novidade deste - quando estava acabando, poderia pressionar uma tecla (sem mouse naqueles dias!). E a impressora faria a digitação para mim enquanto eu colocava os pés para cima e descontraída - ou lavando outra carga de pratos, ou marcando um outro conjunto de tentativas ...
Finalmente, em 1988, se aposentou do ensino depois de vinte anos, a fim de se dedicar à carreira dos sonhos. E como os filhos tinham crescido e saído de casa e deixados para trás os quartos, montou o próprio escritório e cercou-se de todos os seus livros e dos melhores tesouros. Que ninguém nunca diga que os sonhos não podem se tornar realidade. Eles podem, com visão e esforço e um pouco de sorte - bem, talvez uma grande dose de sorte.
Quando não está escrevendo, ela é uma leitora voraz. Ler tudo e qualquer que seja o nome- ficção, não-ficção, clássicos, filmes populares, desde que possa manter e sustentar a sua atenção durante os primeiros cinquenta páginas. Costumava arrastar-se respeitosamente através de todos os livros que começava, mas isso mudou depois que sofreu com Moby Dick um par de anos atrás. A vida é muito curta e há muitos livros não lidos lá fora para o tempo ser desperdiçado com o que não me entretém de forma alguma. Adora música. Isso não é surpreendente, é claro, para quem, segundo ela cresceu no País de Gales, bastante famoso por sua música. Em suas palavras: “Se você não ouviu um coro masculino Welsh (galês), você perdeu um das mais emocionalmente experiências satisfatórias desta vida. Em seu histórico Longing(Anseio), mais citado pelos leitores, creio eu, como seu favorito de meus livros.”
Suas férias de verões são passadas em Kipling, Saskatchewan, uma cidade agrícola rural de 1200 pessoas, e nossos invernos na capital de Regina 100 quilômetros de distância, onde tem um condomínio. Além dos passatempos agradáveis ​​de compras e tomar café no Starbucks.
Mary pertence ao grupo de escritores, e sua noite favorita do mês é aquela em que se encontram em um café para falar sobre a seus escritos. Ela tem quatro filhos: Jaqueline, Shawn, Christopher e Sian, cinco netos e dois bisnetos.
Veja algumas publicações de Mary Balogh: 

Mary Balogh: Someone to Hold (Camille e Joel) Spoiler

Someone to Hold  (Alguém para Abraçar*) -  Mary Balogh My rating: 4 /5  Agora nos deparamos com história de Camille, a mais v...